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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Coração Sinuoso

Passo as noites em claro e os dias no escuro
O pensar da minha mente, é o único barulho
Já o palpitar do meu coração, indica que eu nunca vivi em vão 

Lá fora já está claro, e aqui dentro também
Busco me convencer, que o passado me fez bem
Na esperança de que uns olhos claros, não mais me façam de refém 

Mas há de chegar, se já não chegou
O tempo que o meu amor, levantará vôo
A buscar o que o completa. Ignorando as linhas retas, que o meu coração torto detesta

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Armistício

Não, eu não tô bem...
Todo mundo sabe, mas o que é que tem?
O que é que não tem?
Não tem ninguém, ninguém se importa também
E fingir não me será indolor, e sim mais dolor
No quesito amor, nem sei como estou, nem sei onde estou
Não sei quem sou, não sei quem me deixou
Nem sei aonde meus pedaços ficaram

Da minha mente eu sou escravo, castigado
Com esses pensamentos eu fico mais atrasado
Estou aqui, imóvel e mais que sóbrio
E se me perguntarem novamente se estou bem, responderei ''estou'', ''você também?''

Se quiser uma mascára de felicidade, pegue na minha coleção, não irá fazer falta não
A minha não é mais um objeto, tornou-se parte de minha proteção
Ir e vir, a imaginar que apenas meu corpo se encontra aqui
Do coração não sei, da mente muito menos, se você os ver, me faça esse favor de sumir com os mesmos
Serão dores a menos
E por esse poema sem sentido, não me arrependo de ser negativo
Sempre estive comigo, e sempre estarei. 
Buscando algo que não encontrei

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

A última Pétala

Os ventos trouxeram, o que me era sincero
Os ventos sopraram, o que me era um fardo
Mas ainda me pergunto, se tenho algo
Devo ter a mim, até o fim

Peguei algumas rosas no caminho, com a intenção de dar a quem me desse carinho
Parei em alguns trechos, para fazer alguns desejos

E por isso eu escrevo, segundo meus anseios
Cada segundo, me causa um efeito

Sigo por um caminho estreito. Até o momento em que as pétalas das rosas que colhi, já houverem se desfeito
Deixando pistas, para quem deseja saber do meu paradeiro
E se ninguém vier, terei a mim mesmo
Terei o tempo inteiro, pra pensar nos meus erros
E na perfeição, que é ser imperfeito

E quando sobrar uma única rosa, não será cor de rosa
Terá um perfume que me lembro bem
Um perfume de alguém
Alguém que mesmo sem ter ciência
Me tem

Looping Sentimental

Me encontro no mesmo lugar, no mesmo apartamento, no mesmo andar
Mas muita coisa mudou
Meu modo de pensar
E o que passei a enxergar

Minha mente começou a esfriar, agora ela da o primeiro passo e o coração tende a acompanhar
Sou obrigado a seguir a razão, meus sentimentos não cantam mais aquele mesmo refrão
E não sei ao certo, se tudo mudou, ou eu estou a me enganar, porquê quando penso que esqueci, é ai que estou a lembrar
A lembrar daquele olhar, que eu fitava e desviava, que fazia meu coração palpitar, e eu prendia a respiração pra me alcamar

Eu beijava aquele rosto devagar, me preocupava com as horas, mas nunca as queria olhar
Se a felicidade é feita de momentos, por diversas vezes seria aquele um dos que eu desejaria frisar
E novamente estou a escrever, sobre você, sem me importar se um dia irá ler, sem me importar com a métrica e o sentido
Porquê se tem uma coisa que nunca me fez sentido, foi isso

E não senhoras, não me digam que sou um rapaz bonito, com pouca idade, que tem um futuro a ser vivido
Porquê isto não me fará a menor diferença, se aquela voz continuar nos meus ouvidos, e aquele perfume eu ainda sentir, como se estivesse sempre comigo


sábado, 1 de outubro de 2016

Outono na Primavera

Ainda lembro do dia em que a fonte secou.
Não detalhadamente, não sou uma pessoa que mente.
Expus meu coração, talvez eu tenha até lhe feito uma canção.
Mas você não. Me confundiu na sua confusão.

Supri a sua carência, até hoje não entendi o porquê daquela minha demência.
Sempre tem uma consequência. Quando ninguém se conhece mais, não tem diferença.
Foi eu que pedi dispensa, ou você que me matou em sua forma densa?
Seu sentimento não tinha sentido, suas memórias não pesaram o que te falei ao pé do ouvido.
Quando seus olhos não brilhavam mais ao me ver, e seus gestos me afastavam exterminando o meu ser.
O que eu temia tinha acabado de acontecer, naquela noite de domingo, onde a primavera ainda estava surgindo, o que dizia-se amor, parou de florescer.
Eu passei a entender.
Minhas folhas caíram, a minha ficha também.
E naquele exato momento eu percebi, que você não era aquele alguém.
E mesmo me querendo bem, hoje eu vejo, que meu sentimento não cabia em você.
Nem sei se valeu a pena te conhecer. 
Em um dia sem inspiração, eu escrevi sobre aquela sua ação. Você merece um galardão.
Por me livrar de suas mãos.


sábado, 27 de agosto de 2016

Pra não enjoar

E pra você não enjoar, eu mudarei a rotina todos os dias, em vez de dar boa noite, darei bom dia, em vez de te levar café, te levarei na doceria. Primeiro a sobremesa, depois o almoço.
Nos cinco primeiros dias da semana, levantarei tarde, e nos finais de semana levantarei cedo. Nas segundas o almoço será em família, e nos domingos á dois.
Podemos mudar de casa, morarmos na praia, visitarmos a cidade, fazer tudo ao contrário, mesmo não havendo necessidade. Estacionar o carro e andar a pé, andar com os sapatos desamarrados, porquê é mais confortável. Usar cachecol no verão, usar a mão que não é dominante, em vez de suco, refrigerante, em vez de perto, distante.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Biografia do simples

Criei esse blog para me expressar, não só para me expressar, claro, mas para que as pessoas possam ler o que penso, seria quase como uma ''leitura de pensamento'', como parte de um entretenimento, não acredito que eu leria minhas postagens, ou as postagens de um alguém, mas acredito que outras pessoas fazem isso.
Tenho a proposta de trazer conteúdos diferentes, e realmente fazer com que, o que eu escreva possa ser lido e sentido, acredito que essa ligação de transmissão entre, escrita e leitura ou, ''escritor e leitor'' possa ser alcançada. Escrever é o meu passatempo predileto, eu poderia fazer isso por horas seguidas, e quando preciso me expressar e  meu dialeto não é o suficiente, uso um rascunho. Contudo, dou início a deixar minhas expressões públicas.
Sou uma pessoa comum questiono o que é realmente viver, e porque vivo em uma rotina constante, vejo o mundo com os mesmos olhos humanos, mas dou graças por poder interpreta-ló com meu próprio olhar.